terça-feira, 21 de agosto de 2012

POdemos marcar encontro daqui a alguns anos e ver no que deu isto de Design Loves Alcobaça?? O sucesso nao vem de boas ideias, mas de quem sabe implementar boas ideias, não me parece vir a ser o caso...

‘Design Loves Alcobaça’ foi um projecto que tomei conhecimento há uns dias. Um dos muitos projectos existentes, a ideia claro parece me bastante boa e simpática a todos os que possam estar interessados em participar e o objectivo é por si claramente nobre, ao tentar promover artigos locais e design local.
Contudo, ao reflectir um pouco, dei comigo a ir de encontro um pouco ao que escrevi há uns anos num Jornal local, parece me que andamos sempre um bocadinho atrás no tempo em relaçao aos outros. Os proprios responsáveis pelo projecto dizem que não é algo novo, que remonta ao início da década de 90, a ideia de criar design e o associar a artigos fabricados a nível nacional e local, em conjunto divulgá los e promover em conjunto internacionalmente as empresas. Se por alguma razao este projecto nao avançou, foi porque encontrou obstaculos de diversas naturezas, eis importante reflectir porque, pois delas podemos retirar liçoes. Chega a ser um pouco perverso, tentar colocar em prática ideias surgidas ha mais de 10 anos e pegar nelas como se fossem a coisa mais inovadora do Mundo !
Este tipo de projectos proliferou um pouco por todo o Mundo, nalguns casos com maior ou menor sucesso, dependendo da estratégia utilizada. Mesmo a nível nacional, há empresas privadas a desenvolver o fim ultimo deste projecto há diversos anos, nalguns casos, como digo, com maior ou menor sucesso, dependendo da estratégia utilizada. Infelizmente, neste caso ultimo, a nível nacional, grande parte com menor sucesso.
Muitos dos projectos nacionais existentes de apoio a internacionalizaçao, quer ao nivel governamental, quer associativo, sao a meu ver, bons de conceito, de nada dotados de estratégia para o fim ultimo a que se destinam. Pior, desenvolvidos por quem nao sabe nada de nada de internacionalizaçao de empresas, de realidade comercial internacional e de marketing. Que nao conhece canais de mercado e produtos alvo. Enfim, muito poderia enumerar para o fracasso destes programas, mas nao é a esse fim que se destina esta minha pequena reflexao. A seu tempo, poderei pronunciar me sobre isso.
‘Design Loves Alcobaça’ fez me de imediato relembrar um exemplo que acompanhei de perto há um par de anos atrés em Shanghai. No âmbito de um programa de internacionalizaçao de empresas , vi uma empresa nacional, distinguida com um prémio internacional de design, ser apoioada a nível logístico e financeiro na sua deslocaçao a um certame internacional do sector. Esta empresa faz há alguns anos, precisamente o que o Design Loves Alcobaça procura fazer. Cria design e aplica a materiais fabricados a nível nacional.

Os objectos apresentados eram realmente bastante inovadores, sobretudo porque davam utilidade a materiais que julgamos serem apropriados para fins diferentes, isto aliado a um design super moderno e inovador. A minha peça preferida na altura, fora um lavatório de maos, para WC, em cortiça prensada. Eu pensei, isto é realmente fantástico e fiquei contente por uma empresa nacional se poder demarcar de tal forma numa exposiçao.

Chegamos entao ao ponto onde quero chegar, somos realmente bons, sabemos mostrar nos e temos produto. Sabemos distinguir nos a nível internacional, coisa que nao sabiamos fazer ha 10 anos atras. Temos orgulho neste momento e brio a fazer as coisas. Continuamos com um problema, nao sabemos impor nos!!
Eis o problema, podemos todos organizar nos da forma que quisermos, que quando chegamos lá fora, somos que nem peixes fora de água. Tal qual como no tempo dos descobrimentos, soubemos chegar a terras distantes através da » Respublica Christiana », descobrimos metade do Mundo, mas nao o soubemos manter.
Ha algumas justificaçoes para isso também, que decorrem de muitos factores, mas sobretudo porque nao nos dotamos de pessoas que o saibam fazer.

Assim como nos descobrimentos , deixámos que fossem os amigos do rei nomeados para governadores locais da colonias, que procuravam luxos ; assim nos deixamos pessoas nulas gerir os fundos comunitarios para apoio de internacionalizaçao, assim nos rodeamos de pessoas nas associaçoes comerciais e empresariais e autarquias. Nós damos a linha da frente do nosso sucesso a quem infelizmente nao é dotado de saber, nem de preparaçao para o efeito. Nao digo que nao sejam esforçados, mas esforço nao é sinónimo de eficiencia.
Voltando ao ‘Design Loves Alcobaça’, parece me que enfrentará 10 anos depois obstáculos diferentes. Podemos ter desing criado, até com poucos custos, mas que empresas estarao preparadas para investir no desenvolvimento de peças sem retorno imeadiato garantido.

Porque tudo tem um custo, nao se cria de graça. Nao basta desenvolver 10 artigos promocionais a Alcobaça, oriundos de fabricantes Alcobacenses. Por exemplo, por um artigo de ceramica ( falo em ceramica porque me é mais familiar), a que seja adicionado um design, tem que ser feito um investimento em moldes. A ceramica industrial nao é criada manualmente, um prato nao se faz a mao, ou uma caneca. Para ter um objecto físico para divulgar, é preciso um molde. Um molde custa centenas de euros. Ora, um artigo em ceramic nao basta, precisamos de 100 artigos, para ter a possibilidade de vender 10 artigos. Em 100 peças apresentadas, apenas 10 peças venderao. Acham mesmo que os empresarios locais alcobacenses vai poder suportar esse esforço financeiro ? Porque isto é um investimento de retorno a medio, longo prazo, nao é imediato e todos sabemos como as empresas estao descapitalizadas. O mesmo se passa com o vidro e outros materiais, os custos de desenvolvimento sao enormes, exige um esforço financeiro enorme. Noutras areas, de artesaos, pergunto me como podem pensar em internacionalizar, se depois nao há capacidade de resposta.

Depois, mesmo que tivessemos artigos disponíveis, há muitas questoes em aberto, quem conduzirá a estrategia deste projecto, de que pessoas se vao rodear, a que nivel sera o apoio financeiro e sobretudo da autarquia ? Esse investimento será ao nível de instalaçoes e despesas de logistica para certames internacionais, como ha anos se faz ? Será para nos saber fazer chegar lá fora apenas como tenho relatado ? Ou será de uma vez por todas para saber is buscar pessoas que saibam fazer nos mostrar e impor o nosso valor lá fora ? Que saibam fazer transpor este investimento em lucro de uma vez por todas. É que eu receio ver este projecto cair como tantos outros, onde a autarquia de alcobaça gasta dinheiro, nos da visibilidade pour duas semanas, mas que lucro para as empresas, é zero. Sao estas que necessitam ser apoioadas, para desenvolvimento do concelho. É que infelizmente, estas empresazs ainda nao podem pagar os salaries com visibilidade, com notoriedade ou com exposiçoes catitas na ala sul do Mosteiro de Alcobaça!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Design Loves Alcobaça", que projecto??


‘Design Loves Alcobaça’ foi um projecto que tomei conhecimento há uns dias.  Um dos muitos projectos existentes, a ideia claro parece me bastante boa e simpática a todos os que possam estar interessados em participar e o objectivo é por si claramente nobre, ao tentar promover artigos locais e design local.

Contudo, ao reflectir um pouco, dei comigo a ir de encontro um pouco ao que escrevi há uns anos num Jornal local, parece me que andamos sempre um bocadinho atrás no tempo em relaçao aos outros. Os proprios responsáveis pelo projecto dizem que não é algo novo, que remonta ao início da década de 90, a ideia de criar design e o associar a artigos fabricados a nível nacional e local, em conjunto divulgá los e promover em conjunto  internacionalmente as empresas. Se por alguma razao este projecto nao avançou, foi porque encontrou obstaculos de diversas naturezas, eis importante reflectir porque, pois delas podemos retirar liçoes.  Chega a ser um pouco perverso, tentar colocar em prática ideias surgidas ha mais de 10 anos e pegar nelas como se fossem a coisa mais inovadora do Mundo !

Este tipo de projectos proliferou um pouco por todo o Mundo, nalguns casos com maior ou menor sucesso, dependendo da estratégia utilizada. Mesmo a nível nacional, há empresas privadas a desenvolver o fim ultimo deste projecto há diversos anos, nalguns casos, como digo, com maior ou menor sucesso, dependendo da estratégia utilizada. Infelizmente, neste caso ultimo, a nível nacional, grande parte com menor sucesso.

Muitos dos projectos nacionais existentes de apoio a internacionalizaçao, quer ao nivel governamental, quer associativo, sao a meu ver, bons de conceito, de nada dotados de estratégia para o fim ultimo a que se destinam. Pior, desenvolvidos por quem nao sabe nada de nada de internacionalizaçao de empresas, de realidade comercial internacional e de marketing. Que nao conhece canais de mercado  e produtos alvo. Enfim, muito poderia enumerar para o fracasso destes programas, mas nao é a esse fim que se destina esta minha pequena reflexao. A seu tempo, poderei pronunciar me sobre isso.

‘Design Loves Alcobaça’ fez me de imediato relembrar um exemplo que acompanhei de perto há um par de anos atrés em Shanghai. No âmbito de um programa de internacionalizaçao de empresas , vi uma empresa nacional, distinguida com um prémio internacional de design, ser apoioada a nível logístico e financeiro na sua deslocaçao a um certame internacional do sector. Esta empresa faz há alguns anos, precisamente o que o Design Loves Alcobaça procura fazer. Cria design e aplica a materiais fabricados a nível nacional.



Os objectos apresentados eram realmente bastante inovadores, sobretudo porque davam utilidade a materiais que julgamos serem apropriados para fins diferentes, isto aliado a um design super moderno e inovador. A minha peça preferida na altura, fora um lavatório de maos, para WC, em cortiça prensada. Eu pensei, isto é realmente fantástico e fiquei contente por uma empresa nacional se poder demarcar de tal forma numa exposiçao.



Chegamos entao ao ponto onde quero chegar, somos realmente bons, sabemos mostrar nos e temos produto. Sabemos distinguir nos a nível internacional, coisa que nao sabiamos fazer ha 10 anos atras. Temos orgulho neste momento e brio a fazer as coisas. Continuamos com um problema, nao sabemos impor nos!!

Eis o problema, podemos todos organizar nos da forma que quisermos, que quando chegamos lá fora, somos que nem peixes fora de água.  Tal qual como no tempo dos descobrimentos, soubemos chegar a terras distantes através da » Respublica Christiana », descobrimos metade do Mundo, mas nao o soubemos manter.

Ha algumas justificaçoes para isso também, que decorrem de muitos factores, mas sobretudo porque nao nos dotamos de pessoas que o saibam fazer.



Assim como nos descobrimentos , deixámos que fossem os amigos do rei nomeados para governadores locais da colonias, que procuravam luxos ; assim nos deixamos pessoas nulas gerir os fundos comunitarios para apoio de internacionalizaçao, assim nos rodeamos de pessoas nas associaçoes comerciais e empresariais e autarquias. Nós damos a linha da frente do nosso sucesso a quem infelizmente nao é dotado de saber, nem de preparaçao para o efeito. Nao digo que nao sejam esforçados, mas esforço nao é sinónimo de eficiencia.

Voltando ao ‘Design Loves Alcobaça’, parece me que enfrentará 10 anos depois obstáculos diferentes. Podemos ter desing criado, até com poucos custos, mas que empresas estarao preparadas para investir no desenvolvimento de peças sem retorno imeadiato garantido.



Porque tudo tem um custo, nao se cria de graça. Nao basta desenvolver 10 artigos promocionais a Alcobaça, oriundos de fabricantes Alcobacenses. Por exemplo, por um artigo de ceramica ( falo em ceramica porque me é mais familiar), a que seja adicionado um design, tem que ser feito um investimento em moldes. A ceramica industrial nao é criada manualmente, um prato nao se faz a mao, ou uma caneca. Para ter um objecto físico para divulgar, é preciso um molde. Um molde custa centenas de euros. Ora, um artigo em ceramic nao basta, precisamos de 100 artigos, para ter a possibilidade de vender 10 artigos. Em 100  peças apresentadas, apenas 10 peças venderao. Acham mesmo que os empresarios locais alcobacenses vai poder suportar esse esforço financeiro ? Porque isto é um investimento de retorno a medio, longo prazo, nao é imediato e todos sabemos como as empresas estao descapitalizadas. O mesmo se passa com o vidro e outros materiais, os custos de desenvolvimento sao enormes, exige um esforço financeiro enorme. Noutras areas, de artesaos, pergunto me como podem pensar em internacionalizar, se depois nao há capacidade de resposta.



Depois, mesmo que tivessemos artigos disponíveis, há muitas questoes em aberto, quem conduzirá a estrategia deste projecto, de que pessoas se vao rodear, a que nivel sera o apoio financeiro e sobretudo da autarquia ? Esse investimento será ao nível de instalaçoes e despesas de logistica para certames internacionais, como ha anos se faz ? Será para nos saber fazer chegar lá fora apenas como tenho relatado ? Ou será de uma vez por todas para saber is buscar pessoas que saibam fazer nos mostrar e impor o nosso valor lá fora ? Que saibam fazer transpor este investimento em lucro de uma vez por todas. É que eu receio ver este projecto cair como tantos outros, onde a autarquia de alcobaça gasta dinheiro, nos da visibilidade pour duas semanas, mas que lucro para as empresas, é zero. Sao estas que necessitam ser apoioadas, para desenvolvimento do concelho. É que infelizmente, estas empresazs ainda nao podem pagar os salaries com visibilidade, com notoriedade ou com exposiçoes catitas na ala sul do Mosteiro de Alcobaça!!




segunda-feira, 19 de março de 2012

Ceramic on time!

Frankfurt Messe Ambiente 2012 ( IGM Lda & Jomazé Lda )

sábado, 16 de abril de 2011

"Tudo o que existe pode ser modificado, o que não existe oferece possibilidades infinitas"

Retirado de um estudo "Cerâmica em Portugal e em Alcobaça", elaborado pelo Dr Alberto Silva ( International Ceramic Consultant ) e nosso conterrâneo.

Há futuro para a indústria cerâmica em Portugal?

A resposta é positiva para as indústrias de capital intensivo, altamente mecanizadas, com elevada qualidade técnica, e constante actualização de “ design”. Estas empresas tem adequada dimensão em recursos humanos e também os seus departamentos de marketing estão devidamente organizados. Sofrem forte concorrência de empresas do médio e extremo oriente, mas tem resistido e creio que continuarão a resistir; aliás as últimas boas notícias informam que vai ser aplicada pela EU uma taxa de importação no valor de 35% para pavimentos e revestimentos importados da República Popular da China. E em Alcobaça, o que vai passar-se com a ainda existente produção de faiança? Há ainda esperança de manutenção em funcionamento de algumas unidades de produção desde que: · Se proceda a uma reindustrialização na area da cerâmica; isto é que se introduza uma componente de gestão total na mencionada indústria. · Que se adaptem projectos de inovação, com procura de novos produtos, novos acabamentos, novos processos. · Que se reduzam ao mínimo as perdas de produção por refugos e quebras. · Que se poupe e recupere tudo o que pode ser recuperável: pasta, vidro, corantes, energia. · Que seja utilizada a colaboração de designers de equipamento; que sob orientação da gestão estes designers procurem complementaridade noutras indústrias: mobiliário, textil, vidro, etc. · Um designer de equipamento tem que saber vestir e ornamentar uma casa: a cerâmica faz parte integrante desse trabalho, enquanto utilitaria ou simplesmente decorativa. Quando leccionei a disciplina de cerâmica para designers no IADE (Instituto de arte e Design de Equipamentos), sempre deixei aos meus alunos a seguinte nota final: “tudo o que existe pode ser modificado; o que não existe oferece possibilidades infinitas”. · É necessário que a gestão tome a seu cargo o departamento de “marketing”. · A empresa deve estabelecer laços de conhecimento e amizade com os seus clientes; cada cliente deve serum amigo da empresa; o cliente é o melhor activo da empresa. · Cada empresa deve ter a sua página na WEB; e porque não um departamento de venda directa pela internet? · Não recomendamos a participação em catálogos generalistas; cada empresa promove-se melhor com uma mostra completa dos seus produtos presentes e passados num simples C.D. ou D.V.D; com muito menor custo, e de fácil alteração. · Modelos e decorações antigas podem e devem fazer parte desse modo de apresentação; a cerâmica é parte integrante da moda e como tal tem por vezes recuperações imprevistas. Além de tudo o que dissemos propomos a realização de um estudo “ benchmarking” que ncomplemente a análise SWOT entretanto realisada. Só este estudo permitirá à comunidade cerâmica saber exactamente o que se passa em todos os aspectos os concorrentes individuais nos vários países sejam eles China, Tailândia, Vietnam, Turquia, etc. Saber quais os seus pontos fortes, os seus pontos fracos, as suas vantagens e desvantagens, e como nos posicionamos relativamente aos mesmos. Lamento que em dois dias de tão importantes jornadas para a cerâmica em Alcobaça tenha sido reduzido o número de empresas cerâmicas presentes. Aqui deixo a todas as Empresas de Indústria Cerâmica de Alcobaça ainda resistentes, os sinceros votos de um futuro mais brilhante e promissor.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Exposição Cerâmica em Alcobaça - ( Ala Sul do Mosteiro ) integrada no projecto INTERREG IV








Embora a exposição retrate a história da cerâmica desde as suas origens até à actualidade, e não retirando valor histórico e o simbolismo das peças mais antigas, são mesmo as contemporâneas que me enchem as medidas.


As minhas três favoritas, que acima destaquei. Penso que algumas fábricas não enviaram peças que espelhassem o seu verdadeiro trabalho, de algumas, esperava um outro tipo de representação...Mas no geral, retratou o que conseguimos e estamos de momento a fazer nesta área.


Legenda:

Foto 1 - Cerâmicas S Bernardo

Foto 2 - Convito

Foto 3 - Vitriarte




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Levanta-se o véu...

SHARPEI Vase" - "Travel Aspen" Collection By CarlaRebelo @ Jomazé, Lda

...Levanta-se o véu ...e a empresa do nosso concelho ( Jomazé Lda ) deixa escapar um pouco do que anda a desenvolver para apresentar no próximo evento de referência internacional, Messe Ambiente Frankfurt ( Fevereiro 2011 ).
A julgar pela amostra, o resultado não será difícil de adivinhar, uma colecção que será pautada pelo bom design e riqueza das decorações.
A todos os participantes da Feira, votos de bons negócios.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Conferência "Cerâmica Oportunidades de Futuro"

Confesso não ter estado presente na última Conferência organizada pelo jornal Região de Cister, “Cerâmica Oportunidades de Futuro”. Muito embora me interesse por esta área de actividade, a minha realidade diária nos últimos 7 anos ( dos 8 da minha vida profissional ), mesmo que curta, comparativamente aos empresários cerâmicos que contam com no mínimo décadas de experiência; achei que não traria qualquer mais valia participar na mesma, porque não me identifico com este tipo de actividades organizadas, onde muito se discute, mas depois em nada se passa à prática.

Cansam-me este tipo de abordagens, um conjunto de empresários reunidos, todos alarmados com a crise do sector, mas que terminado o encontro, tudo se esfuma, com a mesma rapidez de um cigarro.

Cansam-me abordagens como o INTERREG IV, onde o objectivo primário deste projecto, se dispersou completamente quanto ao âmbito, desviando-se do seu objectivo primordial. Ou seja, o objectivo último deste projecto deveria ter sido sempre, e sempre, a formação; e troca de experiências, apenas como acto complementar. No seu todo, o INTERREG pecou por se centrar apenas na troca de experiências...e esqueceu o essencial, que era implementar fortes estruturas de formação ao nível de marketing, que segundo o diagnóstico ( análise swot ) era preemente!

Não me alongando demasiado no projecto INTERREG IV ( se é que o vou conseguir!! ), que daria para mim tantas páginas de discussão, este foi, se não inútil, muito perto disso. A começar pelos inquéritos às empresas, muitas nunca chegaram a responder, ao processamento da informação, à forma quase “naif” como as consultoras diagnosticaram o sector. Eu interrogo-me onde andavam os consultores cerâmicos, que melhor do que ninguém poderiam processar as informações e retratar a panorâmica do sector no concelho de Alcobaça. Para as conclusões a que chegaram não teria sido necessário tantos meses de estudo e trabalho. Eu própria, numa das reuniões, mencionei, que para chegar aquelas conclusões, no meu curto espaço de tempo laboral, já o concluira há muito tempo, mesmo não sendo uma alma iluminada ( pelo menos não assim me considero ). Basta conhecer minimamente as empresas, e saber que temos know how ( algumas, penso eu ), que temos de apostar mais no design ( elementar e dado adquirido há anos ), apostar mais no marketing ( o que parece que teima em não entrar na cabeça de alguns ), etc, etc...Mas isto é tudo muito difícil de diagnosticar num todo, porque penso que temos um pouco de várias realidades, empresas realmente profissionais e bem dotadas, com artigo de qualidade, com visão estratégica ( muito poucas, quase que reduzia a duas...); empresas com algumas debilidades na qualidade, e certas carências, mas vão resistindo ( bastantes ) e, por último, empresas de vão de escada, sem qualquer profissionalismo, organização ou visão empresarial ( demasiadas, a meu ver ).
Ora, por tudo isto, penso que uma análise ao sector, nunca poderia ter tratado tudo como um todo, mas sim nas várias realidades existentes, o que não foi feito. Esta distinção deveria ter sido sempre feita, mas não foi.
Depois, permitam-me esta pequena ironia, um trabalho onde a empresa consultora contratada, apresenta na capa uma imagem de um artigo em porcelana, quando deveria ser faiança, parece-me no mínimo desajustado, certo? Afinal de contas, todas as empresas diagnosticadas eram de faiança.
Não querendo mais esmiuçar tão falado relatório final com a análise do sector cerâmico no concelho, se é que me é reservado esse direito, mas penso que estou apenas a usar da minha liberdade de expressão e opinião. Penso só, e acredito, que com algum esforço conseguiriam ter feito melhor este apuramento de necessidades, e na identificação dos pontos fortes e fracos das empresas.
Ponto assente, e quase unânime, era a falta de vocação comercial das empresas, ausência de estratégias de marketing e má utilização dos canais de mercado. Recordo-me de numa reunião, um empresário dizer, “eu faço cerâmica, mas admito que não sei vender” ( aqui as minhas desculpas por não me recordar do autor )
Posto isto, pergunto-me, quanto da verba disponibilizada pelo Programa comunitário foi empregue em formação de comerciais destas empresas?
E para terminar, ainda não percebi porque é que certas empresas são indicadas no programa como “boas práticas”, estando em pleno processo de recuperação, não apresentando o melhor estado de saúde. O que estávamos a espera? De apresentar à delegação dos parceiros estrangeiros do projecto, fábricas fantasma? É que poderíamos ter corrido esse risco. Fica a minha opinião, deveriamos ter sido cuidadosos na atribuição da qualidade de “boa prática” a certas empresas. Se me disserem, que em determinado sentido, foram no PASSADO, exemplos de boas práticas, eu concordo em absoluto. Mas o INTERREG IV decorreu em 2009/2010, não há meia dúzia de anos atrás. Não era suposto apresentar as boas práticas de hoje? Se há empresas perto de sucumbir, como podem ser exemplo de boas práticas? É porque por si, não foram assim tanto boa prática, para chegar ao estado actual em que se encontram.
O que melhorou o INTERREG IV no sector até agora? A tão cobiçada verba de 200 mil euros, que muitos confundiram como sendo distribuídas sob forma de subvenção ( que para muitos motivou a desistência quando assim perceberam que não era ), mas que afinal deveria ser empregue em acções concretas...que benefícios trouxe ao sector? É que de resultados, que se traduzam na prática, em algo visível, para mim Zero. Algum enriquecimento pessoal/profissional a quem participou nas delegações ao estrangeiro, mas que aplicabilidade teve no sector em geral?
Onde estão ideias que foram discutidas, de criar plataformas comuns de vendas? Parcerias? Etc etc... Como já referi, à saída de cada reunião, ali ficavam esquecidas no tempo.

As infindáveis discussões dos custos energéticos, consumos de gás, mais apoios do Estado...que pressão foi feita junto das respectivas entidades? Que foi feito pelo nosso executivo junto dos Ministérios e do governo, de forma a criar Medidas de Excepção para o sector??

É por tudo isto que me cansam intermináveis discussões de horas, para depois nada ser feito.
É por tudo isto que desmoralizo e não me apetece ir a conferências sobre o tema, para ouvir mais do mesmo...
É por sentir que somos pequenos em ideias, e que julgamos que somos os maiores quando falamos em inovação, parcerias? Pensamos que estamos a chegar a conclusões brilhantes, quando estes temas são já passado para muitos. Parcerias deveriam ter sido feitas há dez anos atrás. Inovação, deveria ter sido palavra de ordem nos últimos anos. Design, uma prioridade, mas acima de tudo o Marketing...aqui está a chave, a linha da frente. Marketing agressivo, personalizado, dirigido ao cliente.

Tenho vergonha, que só tenhamos chegado a estas conclusões demasiado tarde...mas mais vergonha, por nos sentirmos orgulhosos ao pensar que chegámos a soluções; quando outros chegaram lá dez anos antes de nós!

Sinto ainda alguma curiosidade, em saber o que leva agora empresas falar em parcerias, quando há cinco anos viviam de costas voltadas. Porque lhes dá mais jeito, para vós a parceria só faz sentido quando estão ameaçados? Com o que podem lucrar uns dos outros? Parcerias centradas em egoísmos próprios e assentes em princípios por si só já fracos, lamento mas não resultam.

Há dez anos que poderiam ter criado uma marca Alcobaça, trabalhar em conjunto através de parcerias, negociar preços com fornecedores com base nas quantidades que em conjunto conseguiriam atingir, criar plataforma de promoção da cerâmica, utilizar quadros comunitários dirigidos para o efeito, especializarem os vossos comerciais em marketing, subcontratação, formação, formação, formação...entre muitas outras ideias, e outras ainda por imaginar ( a quem ainda quiser pensar sobre este assunto )

Mas, há dez anos, eu compreendo, porque não o tenham feito, não era necessário...pois não? Que investimentos fizeram nas vossas fábricas nos últimos anos? Quantos de vós não tem problemas de qualidade no artigo, devido a problemas de infraestruturas?

Retomando à Conferência, pelo que li na imprensa, falam na necessidade de atrair jovens para o sector? É uma boa questão...já se interrogaram onde eles estão? Não é com estas condições que lhes oferecem ( e aqui discordo também com o que foi referido na conferência, o sector é definitivamente mal renumerado ), esta falta de profissionalismo e ausência de visão empresarial que querem cativar jovens licenciados e preparados para o comércio internacional?

Conseguem perceber os níveis de frustração de um jovem, dinâmico, que conhece de cor as estratégias comerciais, ver um conjunto de empresários a discutir princípios básicos, como se fossem iluminadas conclusões, e só se aperceberem em 2010, que têm de apostar na inovação, parcerias, captação de jovens e pressionar apoios estatais?? Isso já era! Agora em 2010, temos de chegar a outras conclusões um pouco mais adiante, se não queremos que outros nos alcancem.

Costumo brincar, que a concorrência chinesa não me incomodaria, nem atrapalharia, se quando eles copiassem um modelo, já nós tivéssemos inventado um diferente...Contudo, nós fazemos precisamente o contrário, porque não nos soubemos manter na pelotão da frente. Hoje, copiamos ou inspiramo-nos em modelos deles ( vejamos recentes prémios de design ganhos pela LOVERAMICS, com designers chineses )...

Por último, não quero nem tocar no assunto da gestão caseira de cada um na sua empresa...primeiro porque já tive oportunidade de escrever sobre isso ( já em 2008 ), algures no Região de Cister, com “Inovação...Precisa-se”, mas deixar apenas uma nota condenatória aos que fizeram das empresas verdadeiros institutos familiares, de amizades e cumplicidades, coisa tão pouco profissional e tacanha, bem ao modo provinciano. Isto traz custos, pouca eficiência, mas é sobretudo tão pouco atractivo para qualquer profissional que se preze.. Outros, onde verdadeiras famílias dependiam de renumerações oriundas da empresa, sem muitos deles terem lá colocado os pés...muito disto descapitalizou empresas.

Para terminar, um conselho, de alguém muito novo, que esta semana me ensinou uma fábula sobre a formiga ( que armazenou a comida durante o inverno ) e a cigarra que todo o ano cantou. Poupança.
Muito provavelmente, as duas únicas coisas acertadas que saíram daquela conferência foram as seguintes mensagens “poupança e tolerância zero ao recuo”, proferidas pelo consultor cerâmico Alberto Silva; e o Turismo Industrial, que é definitivamente um dos caminhos a seguir. E com este, após os impasses, fracassos e erros crassos da tentativa de criar uma Rota da Cerâmica ( que funcionava a passos lentos ), levou uma empresária ( CEO Arfai/IGM Lda ) a agir unilateralmente. Assim se distinguem os grandes, dos pequenos. A Turicer, sob sua alçada, é para mim o melhor aproveitamento do sentido de oportunidade que devemos premiar e distinguir como inovador, nos últimos anos.

Uma palavra de incentivo para que combatam e se façam ouvir, pelos aumentos súbitos e sem pré-aviso, que os apanharam desprevenidos ( ERSE ). Não deixem adormecer o assunto, há formas de apresentar o vosso manifesto!

Devem ter reparado, que não culpabilizei a conjuntura internacional, pela crise do sector...não acho que tenha um papel assim tão determinante nos problemas que estas empresas atravesssam. Foi agravante, dificultado pela concorrência, algum distanciamento do mercado americano, mas...por si só não fatal.

E a este propósito, vos deixo o seguinte, que bem pode ser aplicado ao nosso sector. Sublime.

“Não há sectores condenados”
A Revolução do TêxtilFoi o primeiro sector da economia a sofrer o embate da abertura de mercados. Muito por culpa da mão-de-obra barata em que assentava a sua competitividade. O que sucedeu a seguir é conhecido: falências em massa, aceleradas pela abertura dos mercados às importações da China e Índia. Não tardou que aparecessem as habituais carpideiras a sugerir que não havia lugar para o têxtil.A experiência recente mostra que não é assim. Veja-se o aparecimento de empresas cujo modelo de negócio não assenta na mão-de-obra barata mas no valor acrescentado (com inovação à mistura). Quem visitar a cintura industrial têxtil constata que, no meio dos destroços fumegantes de empresas que não se adaptaram à mudança, estão a nascer unidades empresariais de ponta. Com capacidade para competir com os melhores. Como as empresas que fornecem equipamentos de ponta aos atletas, de várias nacionalidades, presentes nos Jogos Olímpicos (v.g. a Petratex, cujo fato de banho está a fazer cair recordes do mundo na natação). Empresas que já não se limitam a fabricar, mas a inovar. E a patentear as inovações, verbo até há pouco inexistente no dicionário da gestão portuguesa. O que se está a passar na indústria têxtil é a confirmação de que não há sectores condenados. Há empresas bem e mal geridas. Cortesia da abertura dos mercados, que obrigaram os empresários a usar a cabeça, em vez do proteccionismo, para sobreviver.Camilo LourençoIn Jornal de Negócios ( 2008 )


E vos deixo a minha frase preferida, a todos os que ( como eu ), e ainda que cansados, ainda tentamos resistir.


"Mais querer, mais imaginação e mais coragem..."
Ferreira da Silva ( 01.02.2009 ), pronunciando-se acerca do segredo para ultrapassar a crise na cerâmica.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O poder da imagem/ Sedução no processo de venda.











Felizmente, muitas empresas actualmente recorrem à elaboração de catálogos profissionais sofisticados, como mais uma plataforma de vendas e estratégia comercial. O efeito é comprovado, é célebre a frase "uma imagem vale mais que mil palavras", e resulta junto dos clientes. Dá prestígio às empresas, porque lhes confere um ar menos amador, e visualmente resulta muito bem, porque o comprador é mais facilmente atraído pela peça, imagina-a inserida num conceito, e mais facilmente conseguimos concretizar o negócio. A ideia, no fundo, é que o cliente se sinta "seduzido" pela peça/artigo.

Contudo, na maior parte dos casos, das empresas cerâmicas do concelho com quem contacto diariamente, não possuem catálogos profissionais adequados. Não há aposta no marketing visual, nem sequer noção do impacto que isso possa ter junto do comprador alvo. Não existe, muito provavelmente por estas empresas não possuirem quadros que dominem as técnicas de vendas e não exploram este tipo de possibilidades; outras porque estão descapitalizadas para mandar fazer este tipo de instrumento que não é barato ( embora existam financiamentos do QREN próprios para isto na ordem dos 45% ); outras por desleixo; outras mesmo por falta de brio. Não entendem que mais vale fazer um esforço e investir num bom catálogo no presente e colher frutos meses mais tarde, do que não fazê-lo. Mas os nossos empresários ( salvo excepções, claro ), querem tudo para hoje, não alcançam as soluções a médio, longo prazo, que são mais determinantes para a consolidação das empresas nestes tempos difíceis, do que políticas "tapa buracos" improvisadas.
Não queria entrar muito nesta questão, da ausência de estratégia de vendas e a dificuldade dos empresários interiorizarem que o marketing é a linha da frente das vendas ( consequentemente lucro ). Não quero, porque daria um post com o dobro do tamanho deste, e deixo essa discussão para mais tarde.

O objectivo aqui é despertar os sentidos...e faço-o com imagens que me são próximas, mas que comprovadamente e aqui atesto, me facilitaram e facilitam ainda hoje as vendas.
Fotos: Cassiano Ferraz ( fotógrafo )
Produção: Cristina Marvão



































segunda-feira, 7 de junho de 2010

Combinação de materiais - um caso de sucesso.




Gosto da combinação da cerâmica com um material tão nobre como é a cortiça...
Aqui fica a sugestão...

Concebido por Simple Form Design.
www.psssst.net

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Proposta de decoração.



Faiança não são apenas pratos, vasos e jarras. Eis uma bela aplicação do material, uma excelente proposta de decoração.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Interior Lifestyle China



Após o trendy certame italiano, em Setembro último, avizinha-se uma outra grande exposição de qualidade na cosmopolita cidade chinesa de Xangai.
Decorre entre os dias 11 e 14 de Novembro próximos. Entre os expositores, consta uma empresa alcobacense IGM, Lda , com sede em Prazeres de Aljubarrota, que levará o bom nome da cerâmica alcobacense, e do que melhor se faz por cá, a lugares tão distantes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

...também em Setembro, "Maison&Objet" - Paris


Em datas muito próximas às de Milão, outras tantas empresas estarão presentes na famosa exposição Maison&Objet em Paris, que decorre entre os dias 4 a 9 de Setembro.


Também algumas empresas alcobacenses estarão presentes, a todos, como habitual, este espaço deseja bons negócios.



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Feira de Milão - Setembro de 2009



Aproxima-se a data da Feira de Milão 2009, já no início do mês que vem. Mais uma vez, as melhores empresas e agentes comerciais portugueses ( e alcobacenses também ) estarão no evento, quer como expositores ou como visitantes. Às empresas, o blog CERAMICACB, deseja boas vendas e óptimos negócios.